Desempenho em queda: africanos exigem mais atenção governamental à **educação**

Publicações Análise Educação

Afrobarometer Dispatch n.º 511 — análise comparada de 34 países africanos sobre educação

Desempenho em queda: africanos
exigem mais atenção governamental à *educação*

Análise do Afrobarometer a 34 países (Ronda 8): pela primeira vez em duas décadas, a maioria dos africanos (53%) avalia negativamente o desempenho do governo na educação. Inclui dados sobre Angola.

Análise · Março 2022
O QUE OS ANGOLANOS PENSAM Análise · 15 Março 2022

EDUCAÇÃO

Desempenho em queda: africanos
exigem mais atenção governamental à *educação*

Afrobarometer Dispatch n.º 511 — análise comparada de 34 países africanos sobre educação

Esta publicação do Afrobarometer (Dispatch n.º 511, Março de 2022), da autoria de Kelechi Amakoh, analisa as percepções dos cidadãos africanos sobre os sistemas de ensino, com base nos inquéritos da Ronda 8 (2019/2021) realizados em 34 países e num total de 48.084 entrevistas.

Pela primeira vez em mais de duas décadas de inquéritos, uma maioria dos inquiridos (53%) considera que o seu governo tem um mau desempenho no domínio da educação. Nos 29 países acompanhados desde 2011/2013, a aprovação do desempenho governamental na educação caiu 12 pontos percentuais ao longo da década, incluindo uma queda de 8 pontos desde 2016/2018 — um declínio que, segundo os dados, ocorreu de forma independente da pandemia de COVID-19.

Em média, um em cada cinco adultos africanos (20%) não tem qualquer educação formal, 27% frequentaram o ensino primário, 37% o secundário e 17% o ensino superior — proporções que pouco mudaram na última década. As mulheres, os residentes rurais e os mais pobres continuam em desvantagem persistente no acesso à educação: a ausência de escolaridade formal é três vezes mais comum nas zonas rurais do que nas cidades (29% vs. 9%).

No caso de Angola, os dados situam o país próximo da média continental: cerca de 20% dos adultos sem educação formal, 31% com ensino primário, 37% com secundário e 10% com ensino pós-secundário. A publicação recomenda maior atenção e investimento público na qualidade e equidade do ensino, em linha com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável n.º 4.

Citar este texto

Pela primeira vez em mais de duas décadas, a maioria dos africanos diz que o seu governo está a falhar na educação.