Dados

Afrobarometer · Ronda 10 (2024/2025)

Os dados por trás das análises

A Ovilongwa Consulting conduziu, entre Outubro de 2024 e Janeiro de 2025, a Ronda 10 do Afrobarometer em Angola — 1.200 entrevistas presenciais em todas as 18 províncias do país. Os microdados são públicos e gratuitos.

1.200
Inquiridos angolanos na Ronda 10
8
Rondas Afrobarometer desde 2002
30
Países africanos na Ronda 10
4
Anos por ronda do Afrobarometer

Indicadores principais

Angola · Scorecard 2024/2025

Satisfação com a democracia

% de angolanos satisfeitos ou muito satisfeitos · evolução por ronda

R8 · 2019 31,1%
R9 · 2022 24,0%
R10 · 2024 18,3%

Apoio à alternância partidária

% que concorda com «devíamos mudar de partido no governo»

18–35 anos 48,2%
36–55 anos 42,1%
56+ anos 37,3%
Total 43,1%

Confiança na Assembleia Nacional

% que confia «muito» ou «bastante» no parlamento

R8 · 2019 37,2%
R9 · 2022 31,0%
R10 · 2024 26,7%

Percepção de corrupção

% que diz que «a maioria» ou «todos» os funcionários estão envolvidos em corrupção

Polícia 66,4%
Funcionários públicos 61,2%
Juízes / magistrados 52,9%
Presidente / gabinete 49,5%

Condições económicas do país

% que avalia a economia nacional como «má» ou «muito má»

R8 · 2019 63,5%
R9 · 2022 71,2%
R10 · 2024 78,9%

Sensação de segurança no bairro

% que se sente «pouco» ou «nada» seguro a andar no seu bairro à noite

Luanda 61,3%
Benguela 45,1%
Huambo 35,2%
Cabinda 52,7%
Total nacional 49,6%

Liberdade de imprensa percebida

% que considera os média «completamente livres» · evolução

R8 · 2019 34,2%
R9 · 2022 27,1%
R10 · 2024 21,2%

Problema mais importante (Most Important Problem)

Resposta espontânea · % das 3 menções mais frequentes

Desemprego 56,4%
Custo de vida 42,1%
Saúde 28,3%
Água / saneamento 21,7%

Como foram recolhidos os dados

Metodologia

Amostragem

A amostra da Ronda 10 do Afrobarometer em Angola é probabilística, estratificada por província, área (urbana/rural) e cluster — seguindo o padrão metodológico definido pela rede Afrobarometer. As 1.200 entrevistas foram distribuídas pelas 18 províncias do país, com sobreamostragem ligeira de Luanda e Benguela e correcção posterior através de pesos amostrais. A unidade primária de amostragem é a Enumeration Area (EA) do Censo de 2014; as unidades secundárias são domicílios seleccionados por «random walk»; o respondente final é seleccionado por método Kish. A taxa de resposta efectiva foi de 76,4%.

Margem de erro

Com 1.200 entrevistas e amostragem probabilística, a margem de erro nacional é de ±2,8 pontos percentuais a 95% de confiança para uma proporção de 50%. Para subgrupos (por exemplo, mulheres em zona rural ou jovens entre 18 e 24 anos), a margem aumenta proporcionalmente à raiz quadrada do tamanho do subgrupo.

Ponderação

Os pesos amostrais corrigem três tipos de desvio: (i) probabilidades desiguais de selecção entre províncias, (ii) diferenças de dimensão dos agregados domésticos, e (iii) desvios pós-estratificação face à distribuição populacional por idade, sexo e província segundo a projecção INE 2024. Todas as percentagens publicadas são ponderadas.

Ética e protecção de dados

Todas as entrevistas foram conduzidas presencialmente, com consentimento informado verbal registado em CAPI, e em língua escolhida pelo entrevistado (português, umbundu, kimbundu, kikongo, cokwe, kwanhama). Os microdados públicos são totalmente anonimizados — não contêm GPS, nome, contacto, fotografia ou qualquer dado que permita reidentificação. O protocolo segue as orientações éticas da rede Afrobarometer e a Lei n.º 22/11 de Protecção de Dados Pessoais.

Equipa de campo

50 inquiridores e 10 supervisores treinados em Luanda em Setembro de 2024. Pilot conduzido nas províncias de Luanda e Bengo. Recolha entre 14 de Outubro de 2024 e 18 de Janeiro de 2025. Coordenação científica de Carlos Pacatolo (ISPSN); coordenação de campo de equipa Ovilongwa.

Descarregar nota metodológica completa (PDF)